quarta-feira, 27 de maio de 2020

Acalmando a mente


Agora, mais do que nunca, ouço muitas pessoas perguntando: quais são os sintomas da ansiedade?
É uma boa pergunta e você vai achar uma infinidade de materiais a respeito. Meu convite aqui é que você venha para o presente!
Se está aqui, talvez esteja se sentindo ansioso. Então procure lembrar como estava em seu estado de mais tranquilidade. Como estava seu sono e como está agora? Sua alimentação? Concentração? Humor? Respiração?
Não há sentimento bom ou ruim. Ansiedade, medo e tristeza fazem parte da vida, a questão é quando eles começam ganhar um tamanho maior do que deveriam, impactando negativamente no dia a dia.
A ansiedade em excesso nos tira do aqui e agora, como se a mente fosse levada por um redemoinho de pré-ocupações relacionadas ao futuro. A atenção plena, por sua vez, ajuda a nos trazer para o presente.
Como assim? É mais simples do que você imagina, e talvez, por ser tão simples, tenhamos perdido um pouco essa habilidade. A atenção plena nos convida a focar no que estamos fazendo! “Quando você beber, apenas beba; quando caminhar apenas caminhe”. Ditado zen.
Quando nos concentramos de verdade em uma tarefa simples, como respirar, lavar a louça, fazer exercício, envolvendo-nos com aquela atividade com o corpo e com a mente presentes, temos a chance de experimentar mais calma.
Compartilho um breve exercício. Por exemplo, ao beber um copo d’água, perceba antes a textura, o formato, o tamanho, a cor do copo — atente-se aos detalhes. Quando a água tocar seus lábios, sinta a temperatura, preste atenção a cada gole. E, do início ao fim, coloque sua intenção no que está fazendo.     
Podemos exercitar a atenção plena também com o que acontece em nosso mundo interno, reconhecendo os próprios sentimentos, sem minimizá-los ou aumentá-los criando um enredo acerca deles que vai alimentando mais e mais pensamentos, colocando assim mais peso sobre aquilo que já está difícil. É um exercício de reconhecimento e acolhimento, com a intenção de ver as coisas tais como são, nem mais e nem menos.
Cuidar do que está dentro de si facilita lidar com o que está fora e responder melhor às dificuldades da vida. Manter-se em estado de presença, respirar, observar-se sem julgamento pode trazer mais bem-estar emocional.
“Quando a mente está agitada, o mundo também está.
Quando a mente está em paz, o mundo também está.
Conhecer a nossa mente é tão importante quanto tentar mudar o mundo.”
Haemin Sunim

Andressa Miiashiro. Psicoterapeuta, orientadora de carreira e facilitadora de grupos.
www.lotustalentos.com.br

sábado, 16 de maio de 2020

A MODERNA EXPERIÊNCIA CRÍSTICA


Como estamos na época compreendida entre a Páscoa e a Ascensão de Cristo, vou escrever sobre a moderna experiência Crística.
Meu texto está fundamentado nas observações da Dra. Ana Paula Cury em “Condições da moderna experiência Crística – Evolução da Liberdade”.
No Batismo do Jordão, o homem Jesus de Nazareth empresta seus invólucros corporais para que o Ser Solar Maior, o Cristo, possa se manifestar e atuar na condição humana.
 A humanidade estava correndo o risco de perder sua evolução, de não mais cumprir sua meta de desenvolvimento, porque não mais se lembravam da sua origem, e nem do seu destino, que é se tornar a décima hierarquia, Seres da Liberdade e do Amor.
Assim, veio o Cristo para a Terra, e deixou com exemplos os ensinamentos do Amor altruísta, a fim de que os homens  possam novamente se reconectar com sua verdadeira natureza espiritual. Desse modo, este Ser Solar Maior se instalou nas profundezas das almas humanas de maneira inconsciente esperando o momento certo para que compreendam a lição do Amor, a exemplo de uma semente que fica na terra aguardando o momento certo para germinar.
Podemos fazer uma relação com o Prólogo de João:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus”. Ele estava no princípio junto de Deus,
Tudo foi feito por ele, sem ele nada foi feito. Nele havia vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.”  João, 1, 1-5.
Para poder cumprir a sua meta de desenvolvimento, a humanidade, através das épocas culturais, teve que, cada vez mais, se individualizar adquirindo autoconsciência, se apartando dos seres espirituais e desenvolvendo o pensar autoconsciente, o que levava também a um pensar materialista e fundamentado nas ciências naturais, assim tomando posse gradativamente de uma liberdade, que hoje chega ao ponto de até poder negar a existência de um ser Divino Solar que esteve presente na Terra, através de um pensamento livre.
Esta capacidade de se apartar da convivência com Seres Divinos Espirituais no Mundo Espiritual está em consonância com os desígnios da Trindade Santa, pois a humanidade agora tem a liberdade para escolher o caminho que quer traçar, ou recordar a sua origem divina espiritual através de um moderno caminho iniciático crístico, por livre e espontânea vontade, sem nenhuma influência externa de gurus ou autoridades religiosas, como era praticado nas Antigas Escolas de Mistérios, ou continuar com um pensamento materialista e egoísta influenciado pelas potências adversárias.
Cristo, Ser Solar, veio a Terra, por três anos, morreu na Cruz e em três dias ressuscitou e ficou por quarenta dias junto aos discípulos, ainda ensinando sobre o Amor, até sua Ascensão aos Céus. Mas ele não voltou para o Sol, ficou na Aura Terrestre como um ser Angélico e se manifesta em forma etérica.
E assim está escrito no Evangelho de Mateus cap.28 v.20:
“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.”
E cada ser humano que se propuser em total liberdade a ter atitudes altruístas, amorosas levando em conta princípios morais e éticos, e em comunhão com o Cristo despertará em sua alma a consciência que foi depositada por ele quando da sua passagem pela forma humana, e assim começará a desenvolver a  experiência moderna da sua manifestação.
Ou então, qualquer indivíduo que se proponha também, em liberdade, a estudar e praticar atos a partir dos ensinamentos da Ciência Espiritual deixados por Rudolf Steiner junto com o Ser Antroposofia, transformando egoísmo em altruísmo, levando em conta princípios morais e éticos, também poderá despertar a consciência para seu autoconhecimento e seu desenvolvimento e assim experimentar a mesma vivência do Cristo no Etérico.
Nas sábias palavras de Jesaiah Bem - Aaron
“Qualquer experiência moderna do Cristo, seja ela tão poderosa e transformadora  quanto possa ser, deve ser vista como uma aproximação amistosa, respeitando inteiramente a liberdade humana e responsabilidade consciente pela totalidade da vida, oferecendo ao homem uma experiência de si mesmo que possa servir como exemplo e protótipo, modelo de uma possível evolução futura. O Cristo planta uma potente semente na alma humana, mas Ele o faz de tal modo que esta semente só venha a se tornar frutífera na vida futura da humanidade, quando o próprio homem, a partir de sua livre iniciativa, moral e cognitiva, dela se aproprie (individualize) e a leve adiante em seu desenvolvimento."
Cristo deixou forças para despertar no ser humano a consciência de que somos seres espirituais vivendo experiências humanas. Mas essa afirmação só fará sentido no ser humano que, em total liberdade a reconheça no seu coração como verdadeira.
Com esse reconhecimento o ser humano então saberá que sua origem é espiritual, e que através de experiências humanas, como no caso um caminho iniciático cristíco cognitivo livre e consciente, ele saberá também que o seu destino, ao exemplo do Cristo o Logos, é a doação de Amor para a Terra.
Como bem colocado por Rudolf Steiner em O Evangelho segundo João – Ciclo de Conferências  de Hamburgo.
“A missão da nossa Terra consiste em que seres a se desenvolverem nela levem o elemento do amor a desabrochar até o máximo possível....Porém o que o ser humano realmente doará à Terra é o amor, que se desenvolverá de sua forma mais sensual à forma mais espiritual.”
O Cristo é hoje o Mestre Iniciador, o Guia Espiritual, mas, ele só se aproxima  do ser humano, nesta época moderna, quando nele houve um despertamento consciente para os seus ensinamentos.
Em momentos de solidão, dor, desespero, ansiedade e depressão, os seres humanos sentem-se separados da fonte de vida que emana do mundo espiritual, e é nesse momento que Cristo pode se aproximar para que aconteça o despertar espiritual consciente, veja se não é esse o momento que a humanidade está vivenciando com a pandemia.
Se alguma das dores acima for enfrentada conscientemente todos nós poderemos experimentar a aproximação do Cristo revelado no plano etérico, nos agraciando com forças para enfrenta-las, e com isso todos nós podemos  avançar conscientemente no autoconhecimento e assim dar um passo evolutivo em direção ao amor espiritual.
Assim diz sabiamente Dra. Ana Paula Cury:
“Cristo mostra as alturas e as profundezas do ser a fim de ajudar-nos a encontrar o equilíbrio e seguir de forma consistente na busca de nosso Verdadeiro Eu. Ele nos exorta ao autoconhecimento e nos acompanha como uma presença amiga, consoladora, que orienta e guia sempre que o necessitamos.”
Acredito que nós, habitantes do Planeta Terra, diante da pandemia que nos assola, estamos diante de um momento para experimentarmos esta moderna iniciação crística, pois diante do isolamento social, do medo do vírus invisível, estamos vivenciando as dores de um abismo, mas se levarmos essa situação conscientemente, fazendo reflexões que levam ao autoconhecimento, a busca pelo Eu Superior, sendo mais altruísta e amoroso não só conosco, mas principalmente com os outros, aí vamos ver a Cruz que se levanta sobre o Mal, e de novo acontecendo o Mistério do Golgotha derramando as forças para que nós avancemos cada vez mais para a meta evolutiva.
Citando novamente Jesaiah Bem – Aaron:
“Somente por meio deste íntimo autoconhecimento pode o homem corretamente entender e dispor da benção que o Cristo confere a seu ser. Ele compreende que o Cristo lhe mostra em imagens, palavras e atos aquilo em que ele pode se tornar se trabalhar em si a partir de sua livre decisão e contínuo esforço.”
E assim, se continuarmos nos esforçando para trilhar a Moderna Iniciação Crística em liberdade e principalmente em amor desinteressado pela humanidade, então no futuro poderemos falar verdadeiramente as mesmas palavras de Paulo de Tarso na Bíblia em Gálatas cap.20 v.20-21.
“Não mais Eu, mas Cristo em mim”
Por fim, para este momento peculiar que a humanidade está vivenciando nestes dias, vou colocar um poema do saudoso compositor brasileiro Gonzaguinha, para que nós não percamos a fé e tenhamos nas nossas mentes e corações a certeza da ajuda sempre presente do Mundo Espiritual.

 Semente do Amanhã


Ontem um menino que brincava me falou
Que hoje é semente do amanhã

Para não ter medo que este tempo vai passar
Não se desespere não, nem pare de sonhar

Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar!

Fé na vida Fé no homem, fé no que virá!
Nós podemos tudo
Nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será

RITA PAULA WEY NUNES DA COSTA

terça-feira, 14 de abril de 2020

O ATUAR E A ÉTICA


Esta semana vi um filme na plataforma de streaming Netflix um filme que ficou em cartaz nos cinemas no final do ano passado chamado “Luta por Justiça”, e me chamou muito a atenção a história do personagem principal, um jovem advogado que trabalha defendendo presos no “corredor da morte”, no Estado do Alabama, nos Estados Unidos, e outro filme chamado “Uma prova de Fé”,  este na plataforma de streaming Prime Vídeo, no qual os pais tem que dar uma lição aos filhos adolescentes  sobre ética.
E como eu tinha que falar sobre ética neste texto, esse dois filmes vieram como uma inspiração para eu falar sobre esse tema.
À Luz da Ciência Espiritual, a humanidade está desenvolvendo, nesta época, a alma da consciência, isto é, o exercício da liberdade autoconsciente, tanto interior como exterior.
Todas as pessoas, hoje, tem acesso à Antroposofia, ou a matérias edificantes que desenvolvem um senso de comportamento moral e ético, como também a outros conteúdos sem nenhum critério oferecidos pelos meios de comunicação, podem escolher qual o melhor para si, com qual conteúdo  irão se relacionar, podem usar a sua liberdade exterior e tomarem as  próprias decisões, a partir da sua consciência.
Quanto à liberdade interior, esta é mais complexa  e exigente, a humanidade tem que lidar com seu Ego, onde estão os impulsos e cobiças, onde a vontade está totalmente indisciplinada portanto, ainda não está conquistada essa liberdade por inteiro.
Também todos estão sujeitos a suportar as consequências dessas vontades, escolhas e ações.
Como bem coloca Daniel Burkhard, em seu livro Nova Consciência- Altruísmo e Liberdade: “Porém a liberdade tem dois lados: liberdade exterior e a liberdade interior.
A liberdade exterior pressupõe a ausência do exercício de poder de uns sobre os outros. É a liberdade para mim e para os outros, mediante valores e limites estabelecidos em conjunto. Viver e deixar viver. A liberdade exterior, nos torna independente dos deuses antigos, das crenças, das normas e dos mandamentos da religião, dos discursos tediosos dos falsos moralistas etc. ...
Por sua vez, a liberdade interior será conquistada quando conseguirmos controlar os impulsos e cobiças e decidir livremente a partir do nosso Eu, e não mais do nosso Ego.”
Assim, quanto mais a humanidade desenvolve a Alma da Consciência mais o Ego vai desaparecendo e dando lugar para o  Eu Superior nas hora de se fazer escolhas,  e atuar perante  a vida.
Neste momento em que, um ato é dirigido pelo Eu Superior que age no pensar, sentir e querer, e esses três âmbitos da corporalidade são coerentes entre si, aí encontro o ato ético aplicado.
O Ego ainda pensa em que um ato praticado pode ser certo ou errado, mas isso é a partir do conceito que uma pessoa tem do certo e errado, dando como exemplo: No Brasil Colônia a escravidão de pessoas era legal, os Senhores de escravos cumpriam a lei, portanto certo, mas esta forma de trabalho era ética?
Quanto mais o Eu Superior está presente na atuação do indivíduo no mundo, ele ainda na ideia pensada se perguntará: Se eu colocar em prática a ideia que eu pensei, este ato será benéfico ou maléfico, meu ato trará saúde ou doença, ou melhor, meu ato será destrutivo ou construtivo, para todos os envolvidos? Ou pensando de um modo macro, o ato praticado por um ser humano trará como consequências, benefícios ou malefícios para toda a humanidade.
Quando o indivíduo aplica a ética em seus atos, podemos também dizer que esse indivíduo tem uma virtude.
Nos tempos atuais é de suma importância a discussão cada vez mais sobre ética, pois como as pessoas ainda oscilam entre o Ego e o Eu Superior, os atos ficam, às vezes, egoísta, outras altruístas.
Mas temos como tarefa, neste momento da humanidade, atuar cada vez mais com altruísmo, a fim de cumprir a meta de nos tornarmos a Décima Hierarquia, seres da Liberdade e do Amor.
Com a pandemia no mundo abre-se uma grande oportunidade para essa discussão sobre esse tema, agora está cada vez mais escancarada esta  atuação ética, porque quando os indivíduos estocam alimentos, cobram mais por itens de higiene que são essenciais para proteção das pessoas, estão em seus conceitos fazendo o que é certo, mas a partir do malefício causado a todos que, não puderam ter acesso ao alimento ou ao item de higiene o ato é visivelmente antiético.
A partir do fato acima descrito fica clara a importância do desenvolvimento correto da Alma da Consciência, a fim de que cada vez mais o Eu Superior dos indivíduos possam atuar e assim realmente haverá uma humanização dos atos praticados, uma maior coerência entre o pensar, sentir e agir.
Voltando ao início do texto, o primeiro filme mostra a coerência do advogado no seu pensar, sentir e agir, em nenhum momento ele se desviou desse caminho, para cada caso que se propunha a defender ele buscava a justiça eticamente, atuava sem se corromper ou violentar seus valores morais. Vale a pena assistir.
No segundo filme, como os pais ensinam os filhos a terem uma atuação ética, o filho do casal assina um compromisso com seu treinador de futebol que não irá ingerir bebida alcoólica, senão será penalizado com a pena de não poder participar dos jogos em campo, assim em uma noite os pais vão busca-lo depois de uma festa e veem que seu filho está alcoolizado, contar ou não para o treinador?  Se o filho assumiu o compromisso de ter certo comportamento antialcoólico, e esconde do seu treinador a quebra dele, vamos ver que a atuação ética começa em casa, na família e quando ninguém está olhando. Também recomendo.
Para finalizar o texto gostaria de compartilhar com os meus leitores e leitoras um trecho do discurso proferido por nosso Ministro do Supremo Tribunal Federal, Doutor Luís Roberto Barroso intitulado “O mundo, o país e o papel de cada um.” Para uma turma de formandos em Direito em que é Paraninfo, no qual ele fala com maestria o que é pensar, sentir, querer e ser Ético.

“IV. Três compromissos consigo próprio
1. Levar uma vida ética
Viver uma vida ética significa viver uma vida boa, ser bom, evitar fazer o mal, tratar a todos com respeito e consideração. A vida boa, tomando emprestadas algumas categorias de Aristóteles, inclui virtude, razão prática e coragem moral. A virtude consiste em cumprir bem o próprio papel, fazer a coisa certa, não desviar do reto caminho. Quem se move por valores e consegue ser fiel a si mesmo, não perde nunca. A virtude é a sua própria recompensa. Virtude não significa moralismo, superioridade ou arrogância. Não é critério para julgar os outros, mas para traçar os próprios caminhos. É a simplicidade da correção pessoal, dos bons propósitos e dos bons sentimentos.
Razão prática ou prudência é a capacidade de fazer juízos adequados, conjugando a realidade e os fatos da vida com os valores a serem preservados e os fins a serem alcançados. A razão prática visa à melhor decisão possível, com a motivação correta e a busca dos melhores resultados. E, por fim, a coragem moral, que é a determinação interior de fazer o que deve ser feito, como deve ser feito, quando deve ser feito. Sem bravatas, com discrição, serenidade e firmeza.
O universo protege as pessoas que vivem assim. Creiam em mim.”

Rita Paula Wey Nunes da Costa

quinta-feira, 26 de março de 2020

ÉTICA NO MOMENTO PRESENTE


Diante do cenário atual, senti vontade de compartilhar minhas impressões sobre o que estamos vivendo, nossas responsabilidades e aprendizados.

Quando uma doença acomete um indivíduo, é revisitando sua biografia, que percebemos, o que precisa ser transformado, internamente, ou a sua volta. Quando é coletiva, como agora, penso que o aprendizado é para toda a humanidade, que vive a época.

Segundo a Antroposofia, estamos na quinta época do desenvolvimento da humanidade na Terra, a fase da Consciência. E desenvolver o EU, sem esquecer o NÓS, é reconhecer a nossa individualidade, reconhecendo que ela faz parte de um coletivo, deste grande tear humano.

E o que ética, tem a ver, com tudo isso? Nessa fase, muito mais do que falarmos sobre o que é ética, trata-se de vivenciá-la. Hoje a ética, antes de mais nada, precisa permear as nossas ações. Então, ética tem a ver com solidariedade e empatia, um pensamento sistêmico que enxerga esse tear humano e, esse EU, consciente, assume sua corresponsabilidade pelo coletivo.

Diante de crises, temos sempre dois caminhos, pela luz ou pela sombra. Vemos intensamente, isso acontecer a nossa volta, com a situação presente.  Quantas pessoas estão tendo empatia e ajudando os outros, mesmos desconhecidos. Seja compartilhando seus dons, talentos ou recursos; se oferecendo para ouvir quem se sente sozinho, mantendo pagamentos de profissionais liberais e abrindo mão desse serviço para que essas pessoas também possam ficar em casa em segurança, seja se voluntariando para dar suporte para um idoso sem família ou sair de casa e atuar na área da saúde e alimentação/distribuição, que são essenciais nesta situação. Enfim, são muitos exemplos que nos enchem de esperança e fé na humanidade.

É verdade que o contrário também ocorre; sombras. Sempre haverá quem irá pensar apenas em si ou apenas em seus entes queridos; os que irão estocar alimentos e remédios, sem se preocupar se isso pode acarretar a falta de acesso para outros; haverá quem irá buscar lucrar abusivamente em cima de produtos escassos. Indivíduos são compostos de luzes e sombras e em uma sociedade sempre vai haver esses dois pólos, e em momentos assim, isso fica mais evidente. Muitas das nossas sombras surgem em momentos que nos deixamos levar pelas sensações ou medos, por isso, a importância de nos mantermos centrados e conscientes de nossos atos.

Acho significativo ver como um vírus parou a economia, isolou as pessoas e que agora estão mais propensas a ter empatia de fato. Foi necessário nos afastar socialmente, para, com mais força, reconhecermos a importância do amor, do afeto, do toque humano, da solidariedade e assim de fato poder desenvolver empatia em grande escala.

Sinto que esse é o grande aprendizado espiritual que temos diante de nós. E aprendizado é escolha, podemos nos ver e reconhecer como parte do todo. Esse vírus chega sem distinção a qualquer humano, mas, o como chegará, sua velocidade e intensidade, ah, isso sim, dependerá essencialmente de nossas escolhas, enquanto indivíduos, coletivos, governos, empresas, sociedade em geral. Podemos acentuar ainda mais as desigualdades ou aprendermos a ser fraternos no econômico e lutarmos para que haja acesso a igualdade aos direitos de saúde e bem-estar social.

Podemos conter o vírus, adiando seu avanço e salvando vidas, mas é importante que o façamos com amor, o amor nos aquece e o calor humano é a melhor arma contra as doenças. Um ser humano aquecido por sua luz interior, se conecta com sua centelha divina que todos nós temos.

Não é hora de levantarmos barricadas movidos pelo medo, procurar culpados ou nos auto enganarmos que é apenas uma gripe com baixa letalidade para uma doença que avança em projeção geométrica, ou que não temos a ver com isso porque estamos fora do grupo de risco, e nos esquecermos da nossa responsabilidade, e seguirmos espalhando esse vírus.

Como disse Steiner, “A Humanidade só conseguirá ter uma vida social saudável quando, no espelho de cada alma, a comunidade inteira encontrar seu reflexo. E quando, as virtudes de cada um viver em toda comunidade”.

Ficar em casa para a maioria, que está fora do grupo de risco, é fazê-lo com consciência, de que ao nos preservarmos estamos segurando o avanço do vírus, sobre aqueles que são mais vulneráveis. Ao fazê-lo estamos dando tempo, para que o sistema de saúde possa absorver os pacientes e tratá-los devidamente. Ao fazê-lo, estamos aflorando, o que, de mais humano, temos para desenvolver, que é o amor genuíno.

A Questão é, estaremos prontos para aprender o que precisamos aprender, com tudo isso? Espero, pelo bem da humanidade, que sim. É um chamado para deixarmos o individualismo e as polaridades, e nos reconhecermos, sim, como individualidades, mas que estão todas conectadas em um grande tear humano, é momento de integração sob a luz da consciência.

Fica o convite de ouvirmos esse chamado fraterno que a situação nos apresenta.

Fiquem bem, se possível, fiquem em casa ❤
#poramoreuficoemcasa

RENATA NASC
Sou apaixonada por estudos da formação do povo e da cultura brasileira, feminismos, sustentabilidade, antroposofia e pedagogia. Atuo há mais de 13 anos com Responsabilidade Social e Sustentabilidade e com a chegada da minha filha, hoje com nove anos, mergulhei intensamente nos estudos biográficos e sobre a pedagogia.

domingo, 26 de janeiro de 2020

OS DESAFIOS DE SER PAI E SER MÃE NO SÉCULO XXI



Esse texto é baseado no texto da médica antroposófica Dra. Ana Paula I.Cury denominado “Sobre ser pai e mãe no século XXI”, o qual trata desse assunto  de uma maneira ampla, mas vou tentar pontuar algumas considerações que considero pertinentes para a nossa época.
Exercer a paternidade e a maternidade nos dias atuais é um desafio, pois estamos diante de muita tecnologia, muita teoria disponível na internet de como criar filhos, como também com pais e mães preocupados com suas carreiras, diante de um mundo cada vez mais competitivo, que exige mais e mais estudo, e no meio disso tudo a criação dos filhos.
A constante ausência dos pais durante o dia, e quando chegam em casa à noite do trabalho, ou da pós – graduação, eles estão cansados e muitas vezes estressados, que querem somente comer algo, assistir televisão e dormir, para no dia seguinte seguirem com a mesma rotina. Quando chega o final de semana o cansaço continua e muitos pais vão ao futebol ou bar com amigos dizendo que irão “desestressar” e mães vão fazer supermercado e cuidar de afazeres domésticos, podemos concluir que esses filhos estão com seu pai ou mãe ausentes por um longo tempo.
A situação acima descrita da ausência em momentos importantes na vida dos filhos e na sua criação gera nos pais e mães uma culpa, que no mundo de hoje essa culpa se compensa dando para as crianças brinquedos cada vez mais tecnológicos, por exemplo, celulares e tabletes com muitos recursos, que impedem o poder da imaginação, o fantasiar e enfraquece a vontade do agir nas crianças.
Temos também pais e mães que preenchem a vida diária das crianças com tantos afazeres, como inglês, natação, aulas particulares de diversas áreas, música, etc.., com o intuito de que ele se torne  adultos  bem preparados para esse mundo competitivo, assim a criança também tem uma rotina puxada, onde o tempo para brincar é muito pequeno, e os pais acham que com isso estão exercendo seus papéis, que são de provedores das necessidades dos filhos, que no mundo atual é muito complexo, bem como provedores de educação e com isso o pai e a mãe estão amando seus filhos.
Ou então delegam essa tarefa a outros, estranhos a família, ou à TV, ou à Internet.
Podemos dizer que temos também como consequência da situação de culpa acima citada, pais e mães não querem dizer o famoso “não”, nas horas em que existe essa necessidade, com medo de gerar um desamor por parte dos filhos.
Sérgio Sinay em seu livro  - Sociedade dos filhos Órfãos - , nos diz “Um equivocado sentido de amor os leva a temer que o exercício das funções parentais em seus aspectos menos fáceis e demagógicos possa ter como consequência o desamor dos filhos. Há uma nefasta confusão ente paternidade e amizade, e esta desaba sobre os filhos na figura de um amigo ou amiga anacrônicos e disfuncionais, enquanto gera um vazio no tão necessário espaço parental.”
Mas, é possível criar os filhos de uma maneira salutar, apesar das rotinas exigentes vividas por pais e mães, de uma maneira diferente?
Os filhos escolhem seus pais antes do nascimento, bem como o seu lar, para seu melhor desenvolvimento e execução de sua tarefa reencarnatória, por isso o exercício da maternidade e paternidade deve ser feito de modo consciente e acima de tudo sagrado.
Nos dias atuais é muito importante a consciência desta tarefa, pois o filho vem para o pai e mãe, como dizem popularmente, sem um manual de instrução, cabe ao pai e mãe desenvolvê-lo no seu caminho, para que ele chegue ao lugar a que ele está destinado, com o melhor do seu potencial.
Por isso a tarefa de criar filhos necessita cuidados, presença, atenção e principalmente dedicação e devem ser exercidas conjuntamente com a vida prática diária.
Muitos pais e mães sem que se apercebam estão ligados no piloto automático na execução de tarefas do cotidiano externo, mas se quiserem exercer a tarefa de criar seus filhos de maneira presente eles devem colocar toda a sua atenção e consciência na vida em família.
A partir dessa atenção consciente, pais e mães procuram desenvolver autoconhecimento, nos momentos em que olham para dentro de si, e percebem pontos fracos e fortes da sua personalidade, e a partir dessa percepção suas escolhas serão mais coerentes, com seu modo de pensar, sentir e agir, e o filho saberá que tem pais e mães autênticos, o que trará segurança para a sua vida, e com isso ele terá um ambiente saudável para seu desenvolvimento, citando Ana Paula Cury, “Para colocarmos essa atenção consciente em nosso relacionamento com nossos filhos, é bom saber algo sobre ela: Essa atenção significa uma consciência permanente desprovida de crítica. É algo que desenvolvemos cultivando a capacidade de nos concentrar, intencionalmente, no momento presente, e manter essa concentração da melhor forma possível.
Em geral, vivemos a maior parte do tempo ligados no piloto automático, sem dar importância a muitas coisas importantes ou deixando-as  passar totalmente despercebidas, e julgando tudo o que experimentamos a partir de opiniões apressadas e muitas vezes não ponderadas, baseadas no que gostamos ou deixamos de gostar, no que queremos ou deixamos de querer.
A atenção consciente nos oferece um meio para nos concentrarmos no que quer que estejamos fazendo a cada momento, e com isso, enxergarmos uma realidade mais profunda por trás do véu de nossos gestos e pensamentos automáticos.”
A partir desse autoconhecimento o pai e a mãe não terão mais o medo de dizer o “não”, o filho saberá que essa fala é coerente com o modo de pensar, sentir e agir deles, e por trás desse “não” o filho perceberá o cuidado, o carinho, presença e a atenção de seu pai e mãe.
O mundo de hoje é exigente para todos, ser pai e mãe é um desafio cada vez maior, mas se todos nós nos propusermos a cumprir essa tarefa, principalmente com amor, que nos momentos em que estamos com nossos filhos focarmos na qualidade da presença, isto é, dando atenção consciente, brincando junto, quando o filho ainda é uma criança  pequena, mostrando como o mundo é belo para o filho, na fase do segundo setênio, e conversando e permitindo que o filho adolescente a nos oponha, para que ele encontre sua própria forma de pensar.
Devemos estar sempre atentos conosco para que nossa atitude sempre seja coerente, que sempre esteja de acordo com uma moral e uma ética em favor do bem para todos, educamos sempre a partir do nosso exemplo, por isso a qualidade da presença, para que o exemplo não venha de fora do lar, ou da TV ou da Internet.
Temos que erradicar da alma a preguiça, exercendo a vontade, o agir, devemos ir às reuniões da escola, na apresentação dos trabalhos, sempre incentivando os filhos a irem em frente.
Quando comprarmos um brinquedo para os nossos filhos, devemos estar atentos se ele está de acordo com a idade dos nossos deles, se eles acrescentam algo para seu desenvolvimento, se for um jogo, tire uma tarde para jogar com eles, pode ser um momento de interação, prazer e conhecimento mútuos.
Se for necessário trabalharmos demais para prover economicamente a família, não nos deixemos ser permeado pela culpa da ausência, o que temos que fazer em qualquer momento de folga, ao invés de nos jogarmos no sofá, devemos estar disponíveis, para dedicar esse tempo para os filhos, é a nossa tarefa sagrada.
Essas pequenas atitudes demonstram o nosso amor em fazer o melhor possível na condução da tarefa de criar os nossos filhos e não há garantias nos resultados desse processo, mas é através da atenção consciente nessa tarefa que vai nos capacitar para estarmos sempre presentes e agirmos com sabedoria.
Por fim, como bem dito por Ana Paula Cury, no seu texto mencionado no início: “ Trata-se de uma jornada na qual queremos converter-nos de meros progenitores ( pais biológicos) em pais no mais verdadeiro sentido da função, que hoje, é em si, supranatural. Isto é, já não pode alicerçar-se em uma base natural instintiva, mas requer conhecimento, ou melhor, autoconhecimento, e um esforço interior de aprimoramento a serviço da realização das potencialidades do ser que nos é confiado como filho. Em outras palavras, um processo que requer consciência, compromisso, responsabilidade e amor. Sim, pois ser pai, ser mãe não é um hobby ou uma atividade para as horas livres. Mas um empreendimento de tempo integral com tarefas que exigem tempo, consomem energia, requerem presença.”

RITA PAULA WEY NUNES DA COSTA

domingo, 12 de janeiro de 2020

'Novo tempo sempre se inaugura'*


                             
Em pleno ano novo, buscamos olhar para o que virá com a perspectiva de melhorias, de desejos atendidos e outras facilidades. E poucas vezes incluímos nesse rol de expectativas o compromisso com o desenvolvimento interior.

Desejamos que o mundo esteja melhor, que a política seja mais ética, mais razoável, que a economia seja mais solidária, que os direitos humanos sejam respeitados, que o clima se equilibre, que as pessoas se relacionem em paz, e enfim que a evolução aconteça. E nem sempre reconhecemos nosso papel nesse feito.
E para a evolução humana é necessária que cada individualidade se responsabilize pelo processo. E podemos fazer isso de diversas maneiras, e cada vez precisamos mais.
Afinal, se é sabido que aquilo que fazemos repercute sobre o todo em que atuamos, a importância do desenvolvimento pessoal é parte fundamental do desenvolvimento da humanidade. Vivemos em teia. E podemos escolher com qual substância teceremos os fios dessa teia.
Depende de cada um de nós: o que oferecemos e do que desfrutaremos. 

Apoiada na imagem dos três reis magos, reflito sobre o desejo da mudança e o compromisso com o auto desenvolvimento.
Esses três seres que caminharam guiados por uma estrela, amparados pelos seus conhecimentos astronômicos e astrológicos, e também pela convicção da orientação espiritual para reverenciar o nascimento de uma nova era, ilustram o vínculo entre o dentro e o fora, e também entre o Um e o Todo.  

Assim, no mundo cristão, essa época que traz a promessa de uma nova era, potencializa cada um de nós, e, ao mesmo tempo estimula o processo coletivo.  
Faz desse episódio um marco a ser respeitado não só pelo que desperta individualmente, mas porque nos coloca, enquanto comunidade,  numa vibração muito semelhante. Cada individualidade ecoando para o coletivo que reflete cada individualidade vibrando a expectativa de transpor uma etapa. Interligados. (queria escrever essa frase em círculo)

E,  se a nova etapa traz uma promessa de mudança para o coletivo, algo novo será acrescentado, também, no pessoal, como parte do processo de desenvolvimento: seja através de uma provocação para superarmos algo, enfatizarmos outras coisas, duvidarmos do que já sabemos e mantermos o que precisamos, além de transformar o que está desconfortável, entre outras possibilidades mais.
E, por essas e outras, por vezes, ansiaremos pela mudança, por outras, buscaremos evitá-la. 
O que nos impulsiona ? O que nos detém?
O desejo e o medo do desconhecido se agitam em nosso interior e fazer as pazes com eles é que nos permitirá iniciar uma jornada mais centrada.

Antes de nos  confrontarmos com a força solar que  impulsiona esse desenvolvimento interior,  podemos nos deparar com desafios e, como Herodes, querer  impedir a mudança ou, como os três reis, cooperar com ela.
Herodes refuta  a mudança porque se sente ameaçado por ela, já os reis reconhecem a importância dessa mudança e a reverenciam, e oferecem seus talentos para fortalecer o impulso. Assim eles participam da mudança, não são meros observadores, eles se preparam para a nova fase. Eles se ajoelham, se submetem às exigências dessa nova etapa, porque reconhecem que isso ampliará também sua sabedoria.
Mas a mudança está na criança que acaba de nascer. Ela, gradativamente, colocará em suas atitudes e em suas palavras, a mudança que deseja para todos.
Qual modalidade você tem acionado, com mais frequência, no novo tempo que começou ?

Olivia R S Gonzalez
Aconselhadora biográfica, terapeuta corporal e floral.

* Gilberto Gil/Nova Era

Imagem de Pablo Elices por Pixabay
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domingo, 29 de dezembro de 2019

Qual é o seu ritmo?


O ritmo está presente em todas as esferas da vida, podemos observá-lo nas estações do ano e até no inspirar e expirar da nossa respiração. O ritmo faz parte de um movimento orgânico, fluido, harmonioso que, ao ser respeitado, nos traz vitalidade e saúde.     
Faz parte do processo de autoconhecimento reconhecer e cuidar do próprio ritmo, para isso é essencial nos observar e perceber o que nos faz bem e o que é saudável para nós. É uma prática de autocuidado aprender a sentir e a ouvir as mensagens sutis que nosso corpo nos dá, para que assim ele não precise gritar através do mal-estar e da doença.  
Nosso corpo conversa conosco, precisamos silenciar e aquietar para saber o que ele quer nos dizer. Nosso coração fica quentinho quando fazemos algo que nos faz bem, aperta quando um algo contraria aquilo que é importante para nós. O corpo também diz quando necessita de descanso, tentar negligenciar essa necessidade básica certamente não será sustentável, pois faz parte do ritmo o equilíbrio natural entre pausa e movimento.    
Cuidar do sono, do relaxamento, do trabalho, do estudo e da alimentação são formas de se atentar para esta organização interior. Quando nos desconectamos dessa ordenação, podemos passar por estados de ansiedade e estresse, como um pedido do nosso corpo para voltarmos ao nosso eixo.
Sim, há um desafio em equilibrar nosso ritmo interno com o ritmo externo, que muitas vezes é ditado pela velocidade, pela alta performance e por uma produtividade que beira a exaustão, na chamada “sociedade do cansaço” conforme muito bem descrita pelo filósofo e escritor Byung-Chul Han.     
Em tempos nos quais cronicamente se diz “estou correndo” como um certo sinônimo de status e sucesso, é sábio nos conectarmos com o nosso estado de presença, olharmos para dentro e consultarmos se esse script externo está condizente com o nosso tempo interno, com os nossos valores e estilo de vida.
Caso, nessa pesquisa interna, você sinta que necessita fazer ajustes, novos combinados com você mesmo e com quem está ao seu redor para encontrar a sua cadência, encontre sua forma de fazê-lo.
Quanto mais vivermos em sintonia com este pulsar que naturalmente se expande e se contrai e nos mostra quando é tempo de ir e voltar, acelerar e desacelerar, encontraremos nossa própria sinfonia.      
A fala de Brené Brow abaixo me faz lembrar o significado da palavra coragem, isto é, agir com o coração, aquela parte em nós que vai nos guiando de forma genuína para o que realmente necessitamos.
“Requer coragem dizer sim para o descanso em uma cultura onde a exaustão é vista como um símbolo de status.”

Andressa Miiashiro
Psicoterapeuta, orientadora de carreira e facilitadora de grupos.
www.lotustalentos.com.br

Tema de Reflexão do Mês

Escolhemos um tema como base de reflexão que será iluminado por profissionais de diversas áreas segundo seu olhar e suas vivências. Colaborações e comentários são bem vindos!

Iniciativas Antroposóficas na ZN

Escola Waldorf Franscisco de Assis (11) 22310152 (11) 22317276 www.facebook.com/EscolaWaldorfFransciscoDeAssis

Projeto Médico Pedagógico e Social Sol Violeta (PMPSSV)

Casa da Antroposofia ZN Rua Guajurus, 222 Jardim São Paulo (11) 35699600