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domingo, 27 de janeiro de 2019

Forjando a essência solar


'E quero crer no reino que existe em mim.'
R.Steiner


A vida vai acontecendo uma etapa seguida da outra e, na jornada da vida você já constituiu seu corpo físico, já se deparou com crenças e adquiriu valores, criou sonhos e defendeu seus ideais, se lançou no mundo à busca de se munir com habilidades para atuar, e, agora, descobriu que tem um mundo inteiro a conquistar.
Esse parece ser o ímpeto com o qual chegamos ao 5º setênio, que abarca dos 28 aos 35 anos de idade.
No decorrer desses anos foi-se adquirindo bagagem para chegar nesta etapa em que nossos atos estão inteiramente sob nossa responsabilidade. Embora haja aquele que busca se esquivar, a vida exige um maior comprometimento com o que quer que seja o que estiver fazendo.
Não por acaso esta setênio inicia com um questionamento sobre nossos talentos e a serviço de quê os colocaremos.
Esta é a etapa da vida em que a conquista do mundo se dá através do que estiver realizando ou da maneira como estiver respondendo ao mundo.

O homem está condenado a ser livre, condenado porque ele não criou a si,
e ainda assim é livre. Pois tão logo é atirado ao mundo, torna-se responsável por tudo que faz.

Normalmente, nesta fase, a vida exige uma direção. Ela cobra uma resposta para que você mostre a sua bagagem. Se, antigamente, a atividade profissional se dava como continuidade da história familiar, atualmente, somos mais livres para definir nossa atuação,  - o que muitas vezes aumenta a angústia e insegurança da escolha -, resultado da ampliação da nossa consciência enquanto desenvolvimento humano durantes várias épocas, para assumirmos nossa liberdade, como meta num desenvolvimento cósmico.
E, se por um lado temos a liberdade, por outro, temos o vigor demonstrado pela  imagem do guerreiro conquistador, que caracteriza este período, e que com esse vigor busca colocar sua marca no mundo.
Qual é sua marca? O que define a sua marca? Qual é a sua assinatura na obra que tem realizado ? De onde vem esse impulso para colocar a sua individualidade no mundo ?
Há um mundo fora e um mundo dentro que deseja se unificar nesta fase em que o vigor de fora e a liberdade de dentro, se manifestam intensamente.
Se há uma força levando a organizar o mundo há também uma força levando o  mundo a  organizá-lo.
Forças poderosas estão disponibilizadas para o ser humano nesta época em que o intelecto e os sentimentos estão tão potentes, em que forma e fluidez se deparam.
Como essas forças se manifestam ?
As forças ligadas ao estímulo da fluidez, são aquelas que se conectam com o mundo interior, seja religioso ou não, e que desconsideram o mundo prático, concreto e das conquistas de recursos para a subsistência física. Movem as  pessoas que fogem das regras e limitações e que buscam sua expressão na informalidade. 
Já as forças ligadas ao estímulo da forma são aquelas que se conectam ao mundo exterior e a conquistar todos os recursos através do mundo material, para atender suas necessidades imediatas, e desprezam todo o movimento íntimo. Movem as pessoas que buscam estabelecer as regras, criar normas, formalizar ideias.
Os dois princípios são poderosos e cada um deles tem motivações bem peculiares e servem a propósitos bem definidos. E, da mesma maneira que a fluidez nos leva ao desenvolvimento através da espiritualidade e arte, a forma nos leva ao desenvolvimento através da ciência e pensar reflexivo.
Enquanto essas forças se desenvolverem unilateralmente, maior será o conflito. Seja ele entre grupos, seja ele numa relação, seja ele em si próprio.
Para lidar com essas forças é que se faz necessário, nesta época da vida, desenvolvermos a alma da índole e intelecto ou alma do sentimento racional. Precisamos de sensibilidade para lidar com a razão e precisamos de firmeza para lidar com o coração.
Através desse desenvolvimento conectamos com nossa essência solar e nos mantemos no caminho do meio.
Ninguém disse que era fácil, né ? E você, a quais princípios  serve ou serviu com seu vigor e liberdade?

Olivia Gonzalez
Terapeuta corporal, floral e aconselhadora biográfica

  

sábado, 6 de outubro de 2018

O que a boca revela sobre nós

    A boca é a porta de entrada do nosso organismo, além de ter várias funções, por ela levamos o mundo exterior para o interior e podemos saber o que acontece neste mundo.
    Por muito tempo a boca foi simplesmente tratada como um triturador de alimentos, sem grandes preocupações com seus elementos, porém hoje em dia, sabemos que todo o sistema estomatognático tem grande importância para o ser integral.
    A boca é capaz de passar informações que nem imaginávamos!
     Existe uma íntima relação entre a posição das arcadas e a postura do indivíduos, a boca é quem sustenta todo processo postural. Arcadas muito para frente ou para trás relata muito da personalidade do mesmo.
      Já nas gengivas podemos observar alterações hormonais e algumas inflamações do organismo.
    Os dentes então são de extrema importância nessa codificação, além de traduzirem a saúde física e emocional, cada um está intimamente ligado a um órgão ou sistema. O adoecimento de um dente é um pedido de socorro da vida interior.
    É possível mudar aspectos psicológicos e sistêmicos mudando o posicionamento dos dentes com a Ortodontia, assim como a posição dos ossos com a Ortopedia funcional dos maxilares. Corrigindo essas alterações é possível libertar e proporcionar condições de cura para a pessoa.
    O trabalho de conhecer o ser humano através da boca tem como objetivo resgatar a saúde integral, trazendo cura e bem estar. 


Adriana Dell'Aquila Defendi

domingo, 30 de setembro de 2018

O despertar da alma infantil para o mundo



No 1º setênio, de 0 a 7 anos, a criança ainda é puro produto da sua hereditariedade.
Ao dar entrada no 2º setênio a partir dos 7 anos, com a troca dos dentes de leite, corta-se o cordão umbilical com a mãe, iniciando de forma mais profunda a encarnação e a individuação do corpo vital.
Se antes o nascer era do corpo físico, nessa fase o que nasce é o corpo emotivo.
É a fase do desenvolvimento do sentir. O foco está no amadurecimento do sistema rítmico, pulmão e coração.
Inicia-se o despertar para o mundo.
A criança não é mais só esponja que absorve e inspira o mundo. Agora ela também expira no mundo a partir do seu mundo interno.
A característica desse setênio é a troca.
Há forças entrando e saindo há todo momento. Inicia-se uma troca entre mundo interno e mundo externo.
A relação eu e você, você e eu, começa a se formar.
A criança passa do lugar mais quentinho e protegido que é a sua casa e a relação com os pais, para experimentar novos espaços e relações na escola com o professor e com os amigos.
Ao ir mais para fora, a criança também passa a enxergar as incoerências e contradições da sua família e do mundo, se deparando com confrontações e desafios.
No seu processo de individuação e formação do seu mundo interior, começa a formar o seu temperamento e incorporar condicionamentos.
É nessa fase que cristalizamos nossas crenças, as verdades nas quais passamos a acreditar que vão formar a lente pela qual enxergamos o mundo.
A partir das nossas trocas, do que passamos a escutar e experienciar, vamos formando verdades como o que é ser homem e mulher e como cada um deve se comportar, por exemplo, “meninos não choram” e “meninas devem saber cuidar”.
Essas crenças e os condicionamentos passam a ficar incorporados no nosso corpo vital, que é o corpo da nossa memória, tornando-se difícil posteriormente a transformação dos mesmos.
Quando a criança é criada de forma mais rígida nesse período ela pode passar a só inspirar e ter mais dificuldade para expirar, tornando-se uma criança mais introspectiva.
E no lado oposto, quando não há limites, só expira e não inspira, a criança poderá se tornar um adulto muito extrovertido, para fora, e com dificuldades para estar mais para dentro, se perceber e perceber o outro.
Este setênio é fundamental para o desenvolvimento psíquico posterior dos 21 a 42 anos, para a formação da nossa saúde emocional.
É importante estimular a criança a viver a beleza do mundo, acordar o seu pensar de forma imaginativa e a desenvolver sua apreciação.
É importante que também haja ritmo e momento para interioridade e exterioridade.
É importante que haja espaço para uma troca saudável entre o mundo interno e externo.
Que os pais e as outras autoridades amadas, como os professores, possam criar um campo cuidadoso para experimentação, sendo facilitadores desse processo de troca.
Que a criança possa ser respeitada em sua individualidade, como no seu temperamento, e que crenças mais expansivas possam ser desenvolvidas, permitindo diversas formas de ser e estar.

Marcela Lempé Madruga

Psicóloga, Coach e Facilitadora de Processos de Desenvolvimento Humano Apaixonada por autoconhecimento e experiências que ampliem a consciência

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Fora do dentro e dentro do fora


"Quem olha pra fora sonha, quem olha pra dentro acorda"
Jung

"Se quiser entender o mundo,
 olhe para si mesmo, 
 se quiser entender a si mesmo,
 olhe para o mundo,
 o Eu é a ponte para o significado da existência."

Rudolf Steiner

Todos nós temos a tendência a nos vermos como que separados do nosso entorno, dos outros, dos eventos, enfim do que nos é exterior. Não nos entendemos como seres interligados e conectados, fazendo parte de um mesmo grande organismo, onde cada um de nós é uma pequenina célula do que chamamos de humanidade. Além disso não reconhecemos que o que acontece fora de nós tem alguma correspondência com o que acontece dentro de nós, são eventos pra nós estranhos, não nos dizem respeito. 
Conhecendo a Antroposofia tomamos consciência de que estamos todos entrelaçados num grande tecido e a separatividade é uma ilusão que para que possamos nos diferenciar e nos individualizar foi de certa forma necessária no processo de evolução da consciência humana. Afinal quando não consigo me diferenciar do todo não é possível o desenvolvimento da auto consciência. Porém chegou a hora de resgatarmos essa sabedoria e percebermos a conexão que existe entre o mundo exterior e o mundo interior. Se pertencem, estão em correspondência, sabendo ler o externo à nós saberemos o está dentro e muitas vezes de forma inconsciente. Um é reflexo do outro, e olhar o mundo exterior como o espelho de nossas almas às vezes é bem desafiante. O caminho do auto conhecimento tem suas curvas perigosas, neblina, cavernas e precipícios, mas também tem suas montanhas com vistas incríveis, seus lagos com águas cristalinas e momentos de curtir o vento nos cabelos... portanto olhemos pra dentro quando nosso entorno nos apresenta pessoas corruptas, egoístas, mentirosas. Olhemos pra dentro e com toda a sinceridade procuremos em que recôndito da nossas almas temos essas características em nós mesmos... olhemos as pequenas coisas do dia a dia. Não temos poder e talvez nem capacidade para transformar o nosso mundo exterior em um mundo mais justo e fraterno, mas a pergunta deve ser onde e como posso ser mais equilibrado, mais harmonioso e solidário nas minhas próprias relações? Estou tratando as pessoas, minha cidade, minha mãe Terra como amor, com delicadeza e fraternidade? É a partir dessa tomada de consciência, de cada um de nós, que o espelho pode começar a nos mostrar uma imagem diferente e mais bonita.

"Conhecimento verdadeiro de si próprio só é dado ao ser humano quando ele desenvolve interesse afetuoso para com os outros; conhecimento verdadeiro do mundo, o ser humano só alcança quando ele procura compreender seu próprio ser."
Rudolf Steiner



Cristina Campedelli Melchert 

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O caminho interior e exterior






Assim como as flores murcham
E a juventude cede à velhice,
Também os degraus da Vida,
a sabedoria e a virtude, a seu tempo,
florescem e não duram eternamente.
A cada apelo da vida deve o coração
estar pronto a despedir-se e a começar de novo,
para, com coragem e sem lágrimas se
dar a outras novas ligações.
Em todo o começo reside um encanto
que nos protege e ajuda a viver
serenos transponhamos o espaço após espaço,
não nos prendendo a nenhum elo, a um lar;
sermos corrente ou parada não quer o
espírito do mundo.
mas de degrau em degrau elevar-nos e aumentar-nos.
Apenas nos habituamos a um círculo de vida,
íntimos, ameaça-nos o torpor;
só aquele que está pronto a partir e parte
se furtará à paralisia dos hábitos.
Talvez também a hora da morte
nos lance, jovens, para novos espaços.
O apelo da Vida nunca tem fim …
Sus, Coração, despede-te e cura-te!
Degraus - Hermann Hesse


Pensar sobre o caminho soa como algo bastante pessoal, talvez um certo tom de pronome possessivo, de algum modo ancorado cá por aqui, nalgum rincão da nossa intimidade. Carrega uma sonoridade de ninho, preenchido de nuances de identidade intangíveis por algum outro. O caminho por vezes se apresenta como uma fatalidade que vem veloz ao nosso encontro, preenchido de mistérios em suas curvas.

Joan Manuel Serrat pavimentou um trecho dessa nossa jornada em busca de lago, ou de nós mesmos, ao nos dizer:

“Caminante no hay camino, se hace camino al andar,
Al andar se hace camino
Y al volver la vista atrás
Se ve la senda que nunca
Se ha de volver a pisar”

Nesses termos o caminhar se mostra mais concreto, conjugando o permanente vir a ser, vir a tecer do novelo da nossa vida. No caminhar se realiza o mistério do espaço/tempo como unidade, coexistem a origem e a chegada, o antes e depois, a memória e a imaginação. Os destinos passam sob nossos pés na mesma velocidade com que almejamos os horizontes do nosso tempo; pode ser vertiginosa a tomada de consciência do constante desprender-se e lançar-se nos degraus da vida, pode ser também refrescante saber-se livre para inspirar-se de novos ares do tempo, para novos mirantes e desafios de cada lugar a que se chega.
Caminhar é um ato volitivo ainda que, no andar corriqueiro, o façamos automaticamente, com a consciência dedicada a outras paragens da nossa alma. Tal como Goethe, que andava para compor o segundo volume do seu Fausto, acompanhado de redatores daquilo que as inspirações lhe traziam à fala, o andar pode ser um importante exercício para desobstruir veias criativas, meditar ou simplesmente respirar das tarefas cotidianas. No entanto trato aqui o caminhar numa escala diferente da do simples andar.

Conquistar o andar é um dos preciosos milagres da infância. O esforço dedicado por uma criança para dar os primeiros passos é digno de alimentar almas adultas para qualquer tarefa que tenhamos, por mais dura que nos pareça. Lançar uma perna ao futuro e permitir que ele nos encontre; sustentar uma perna no passado, com todo o peso do corpo sobre ela, ainda que a consciência já esteja mais entusiasmada pelo adiante; pensar conscientemente no andar talvez dificultasse muito essa conquista que, passo a passo vai ganhando mais liberdade e se tornando um gesto que pode ser realizado com a consciência vigilante entregue a outras questões.

O caminhar, no entanto, pode ser entendido como uma espécie de esculturação de trilha, modelada por nossas escolhas, por cada julgamento, por nossos ideais de vida. As situações da nossa vida, entretecidas pelas redes de relações e lugares, vem em nossa direção, na medida em que caminhamos. Eu encontro os desafios, os obstáculos me encontram. Somos recorrentemente convidados a refazer nossas ferramentas de esculturar essa trilha, chamados a rever nossas faculdades de julgar, escolher e atualizar nossos ideias, perante essa concretude dos fenômenos.

Enquanto esculpo meu caminho, o caminhar me modela. Ser no mundo é saber-se em construção e contemplar a dinâmica dos lugares vindo a ser aquilo que dele fazemos.

Viver numa grande cidade, como São Paulo, é uma experiência de desenraizamento constante. A cidade se refaz muito depressa, mais rápido do que o tempo do despedir-se de lugares e relações com as quais nos identificamos. Os outros ao nosso redor são tantos, que não há tempo nem alma suficiente para cultivar interesse por todos, o bairro se remodela em função de um novo empreendimento ou rearranjo viário e, quando recobramos a consciência, o que era sólido, se fluidificou no tempo. Parece não ser possível se enrijecer numa cidade tão dinâmica! Entretanto, a falta de contato verdadeiro, a desterritorialização passa a representar verdadeiros interditos de humanização. O cultivo de uma vida interior, de onde floresçam jardins mais seguros passa a despontar como necessidade de premência crescente.

As nossas paisagens interiores, cultivadas ao longo dos lugares e dos tempos, podem revelar as nossas velas e ancoras. Cenários e pessoas que por ela passeiam, quando revisitados com intencionalidade, podem nos revelar seguros passos para caminhar. No fundo, o caminhar interior, em medidas individuais, é reflexo singular dos percursos que realizamos no mundo. Revisitar essas paisagens interiores é uma liberdade que podemos conquistar e da qual podemos haurir forças de reconhecer-se no vir a ser que nos transforma.

Quando nasceram nossos ideias de vida? Em que idade e lugar tomamos as nossas decisões mais estruturantes, como carreira ou família? Quais bosques dessas nossas paisagens interiores seguem alimentando essas escolhas do passado? Quais atividades seguem presenteando nossas paisagens interiores? Deste mundo em que sou um construtor ativo, meus ideais mais caros estão sendo mobilizados e postos em prática ou estão aguardando bom tempo?
Vivemos viradas de tempos e renascemos para nosso próprio caminhar. Em diferentes escalas de intensidade, essas são situações que se repetem nas nossas vidas. Apesar das turbulências, reconhecer as transições é inevitável. Por vezes reconhecemos os sintomas dessas viradas, que se enunciam em sinais mais evidentes e, noutras, somos surpreendidos por rupturas que nos demandam maior coragem e força.

Vamos sendo enquanto caminhamos. Pelas veredas que transcorremos, nosso eu vai se tecendo como escultor. Nesses momentos de virada, um âmbito superior da existência pode apresentar, tal como um esteio sutil, direções a seguir. Em lampejos de clareza, ou insight, uma escala superior de nós mesmos se revela.

Estar atento a esses lampejos pode nos alçar a outros patamares desse caminhar. O autoconhecimento e o reconhecimento do mundo ambiente se entretecem como unidade. O eu sou se realiza no contexto que construímos e pelos quais somos transformados. Eu e o mundo nos interdeterminamos.

O caminhar no mundo, nos afazeres corriqueiros ou nas grandes realizações, quando preenchidos por intencionalidade consciente e por liberdade diante de dogmas religiosos, de rígidos trilhos científicos ou de paixões ideológicas, espiritualiza as pegadas que ficam, passo a passo, marcadas no mundo. Nos deparar com outras pegadas, tal como obra de arte cocriada entre a humanidade e os demais elementos da natureza, a que passamos chamar de paisagem, nos inspira e desperta para os milagres dessa grande lemniscata. Passado e futuro, paisagens interiores e exteriores, destino e liberdade são dualidades que se manifestam como unidade fenomênica, quando nos dedicamos a esse caminho de autoconhecimento.

Caminhar em liberdade, cultivando as paisagens interiores, espiritualizando os portos em que dedicamos vida em obras. Aprender a transpor o torpor do conforto, do enraizamento, da paralisia dos hábitos, para viver o novo. Não furtar-se, entretanto, de estar pleno em cada fazer, em cada estar, pela eminencia da transitoriedade do tempo/espaço, vivendo no sonho do tempo propício, do lugar ideal. O apelo da vida nunca tem fim.


 Leandro Evangelista Martins

Tema de Reflexão do Mês

Escolhemos um tema como base de reflexão que será iluminado por profissionais de diversas áreas segundo seu olhar e suas vivências. Colaborações e comentários são bem vindos!

Iniciativas Antroposóficas na ZN

Escola Waldorf Franscisco de Assis (11) 22310152 (11) 22317276 www.facebook.com/EscolaWaldorfFransciscoDeAssis

Projeto Médico Pedagógico e Social Sol Violeta (PMPSSV)

Casa da Antroposofia ZN Rua Guajurus, 222 Jardim São Paulo (11) 35699600