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sábado, 13 de julho de 2019

Que folhas você ainda segura em seus galhos?


Há muito tempo, em um parque ecológico, um lugar muito agradável, que atraia muitas pessoas a procura de um contato com a natureza, existia uma grande árvore centenária.
Ela se lembra do dia em que a pequena árvore da mesma espécie que a sua, foi plantada. Talvez um pouco mais ou um pouco menos, certamente entre 42  a 49 anos.
Naquela tarde, tudo estava tranquilo, apenas o som dos passarinhos em revoada , quando o silêncio do parque foi preenchido por um choro compulsivo.
 Preocupada, pergunta a vizinha:
- Que acontece querida amiga?
- Minhas folhas caem incessantemente e meus galhos secaram, me sinto sem vitalidade, tenho medo de morrer, respondeu.
A árvore centenária diz do alto de sua sabedoria:
- Fique tranquila, estamos no Outono, e as folhas caem para ajudá-la a viver mais e ampliar sua criatividade.
- Como assim? Olhe para mim: Meu casco está seco e muito rugoso. Já não consigo me mover com tanta flexibilidade.
-  É importante entender e respeitar os ciclos da vida (primavera, verão, outono, inverno), comentou a árvore centenária.
- Fico triste de ver minhas folhas indo embora.
- Minha cara amiga, concordo contigo.Muitas folhas perdi e chorei solitária e silenciosamente por saber o quanto essa parte de mim me foi importante por tanto tempo. Difícil despedir. Porém,ao longo dos anos percebi que é necessário deixar ir, para sobreviver na próxima estação.
As folhas se queimariam com o frio do inverno e impediriam desta forma, a nossa respiração, o que seria nosso fim.
- Me sinto infeliz com essas mudanças físicas. Para onde foi toda aquela força e vitalidade do verão?
- O que pode parecer uma perda, é um ganho de qualidade de vida.
- É preciso entregar, deixar ir o que não serve mais para proteger o que é essencial.
- Como encontrar o que é essencial?
- Comece abençoando essa criança que brinca nos seus galhos.
A pequena árvore estava tão introspectiva olhando apenas para suas perdas que não percebera a alegria e a emoção de uma criança que subia com esforço e dificuldade em seus galhos.
Pela primeira vez, exalou bem-estar e a seiva dentro de si correu em seus veios com fluidez e leveza, como nos áureos tempos do verão, e essa sensação surgiu por sentir-se útil a humanidade.
E você o que precisa deixar ir?

Rose Camargo
Psicóloga, Aconselhadora Biográfica, Facilitadora de Constelações Familiares e Barras de Acess

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